Compartilhamos com vocês um texto do Prof. Felipe Aquino referente a "cultura de morte" infelizmente, tão propagada por "falsos profetas"...
Nesta riquíssima explanação, encontramos palavras de nosso Saudoso Papa João Paulo II, o peregrino do Amor!
Que DEUS nos ajude a lutar e protegermos a vida humana, sempre apoiados por Sua Presença!
Comissão em Defesa da Vida - Diocese de Itapetininga
"Cultura da morte" - Prof. Felipe Aquino
Estamos assistindo o crescimento de um fenômeno que o Papa João Paulo II tem chamado de cultura da morte, ou "civilização da morte". Opondo-se frontalmente aos valores da doutrina cristã, que defende a vida acima de tudo, esta "cultura" destruidora propõe a morte como solução de uma série de problemas. Será que a morte pode ser solução para algum mal ?
(...) A eliminação da vida humana, sem grande pesar, parece ser a solução fácil, rápida e cômoda, para se ver livre dos "indesejados", mesmo que estes sejam pessoas humanas, criadas à imagem de Deus. É o caminho fácil, cômodo e perigoso, de que "os fins justificam meios". Se aceitarmos este príncipio, então, o comportamento humano não estará mais sujeito à ética e à moral, e tudo passará a ser válido. E aí estaremos a um passo de derrubar os pilares que sustentam a autêntica civilização humana, baseada na relevância da "vida".
Na encíclica Evangelium Vitae, o Papa João Paulo II condena, esta "cultura da morte"que se opõe `a "civilização do amor". Diz o Papa: "Amplos setores da opinião pública justificam alguns crimes contra a vida em nome dos direitos da liberdade individual, sobre tal pressuposto, pretendem não só a sua impunidade, mas ainda a própria autorização da parte do Estado para os praticar com absoluta liberdade e, mais, com a colaboração gratuíta dos Serviços de Saúde" (n.4).
(...) "...As ameaças contra a vida não diminuiram... trata-se de ameaças programadas de maneira científica e sistemática. O século XX ficará considerado uma época de ataques maçiços contra a vida... Os falsos profetas e os falsos mestres conheceram o maior sucesso possível... a verdade é que estamos perante uma objetiva "conjura contra a vida" que vê também implicadas Instituições Internacionais, empenhadas a encorajar e programar verdadeiras e próprias campanhas para difundir a contracepção, a esterilização e o aborto. Não se pode negar, enfim, que os meios de comunicação são frequentemente cúmplices dessa conjura, ao abonarem junto da opinião pública aquela cultura que apresenta o recurso à contracepção, à esterelização, ao aborto e à própria eutanásia como sinais do progresso e conquista da liberdade, enquanto descrevem como inimigas da liberdade e do progresso as posições incondicionalmente a favor da vida" (17).
Este brado do Papa precisa ser ouvido por todos e meditado profundamente. Como ele diz: " há hoje uma verdadeira conjura contra a vida, à vida está jurada de morte", um verdadeiro combate se trava entre a vida e a morte, e cada um de nós é chamado a defender a vida.
(...) A eutanásia é defendida e proposta como "um alívio" para o paciente. Nada se valoriza em relação à vida eterna, e à possibilidade de que a alma seja salva até mesmo nos últimos momentos de agonia do paciente. A visão reducionista e materialista de que a vida termina com a morte, justifica o médico apressar o fim daquele que sofre. Todo o riquíssimo valor salvífico do sofrimento é rejeitado e esquecido. A palavra da Escritura que nos ensina: "completo na minha carne o que falta à paixão de Cristo" (Col 1,24), já não tem valor.
No mundo todo o aborto continua a ser criminosamente praticado. São 40 milhões por ano no mundo; 4 milhões no Brasil, segundo a Organização Mundial da Saúde. Por um lado faz-se de tudo para salvar um bebê prematuro de 12 semanas de gestação, por outro lado, mata-se friamente no ventre materno o mesmo bebê que já tem 24 semanas!
Se a vida não for respeitada e protegida no ventre materno, não o será em nenhuma outra situação, pois o seu valor é o mesmo. Se dermos à mãe o direito de matar o seu filho não nascido, por que se tornou um estorvo para ela, deveremos dar também ao filho o direito de matar a mãe, velha e doente, que se tornou um estorvo para ele. É lógico que ambas as situações são absurdas ! A solução é a vida e não a morte. Pobre criatura humana que apela para a morte dos seus próprios filhos !... A que ponto chegou a nossa "civilização" sem Deus!
Outros, manipulam e selecionam "embriões humanos", como se a vida humana fosse um objeto, uma "coisa", na mão dos pesquisadores. Nada mais trágico e perigoso do que esta fria "coisificação" da vida. Em termos claros o Santo Padre já se manifestou contra essas experiências e contra a geração do "bebê de proveta". A vida só pode ser gerada segundo os critérios naturais de Deus, é a Palavra da Igreja.
(...) Temos de acordar. Dizer basta a esta "cultura mórbida", sob pena de sermos engolidos por ela. Será que não temos nada melhor a oferecer aos nossos filhos, senão a morte, para a solução dos problemas da vida? Das duas uma: ou a vida está acima de qualquer pretexto, ou, dentro em breve, qualquer pretexto será suficiente para se eliminar uma vida. Vale a pena repetir aqui o que disse Madre Teresa de Calcutá, ao receber o Prêmio Nobel da Paz, em 1994: "O aborto é pior do que a guerra e pior do que a fome".

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